O dia em que eu fui lá e fiz

Aqui em Braga tem um parque. O Parque da Ponte. É um lugar liindo, incrível, no final da avenida principal, perto da minha casa. 10-15 min de caminhada. E eu adoro ir lá. É sempre uma delícia. E eu to sempre pensando em voltar lá, gastar mais tempo, aproveitar mais esse parque tão lindo e tão perto de mim (coisa que eu fazia pouco lá no Brasil).

Eu to sempre com essa vontade de ir lá, aproveitar a tarde..aah a tarde. Sentada na minha mesa, procrastinando entre um texto e outro, eu olho na janela e vejo dias tão lindos passando. Me sinto culpada. Nem sei se deveria, mas não to aproveitando. Daqui a pouco o sol vai embora e vou sentir saudades.

E assim seguiam as tardes. Quase todos os dias. Uns mais ocupados, outros nem tanto. Mas no final eu nunca ia. Ficava pra outro dia. Hoje aconteceu de novo. Meio da tarde. Um texto mal acabado. Sem ideias. Sem vontade. Preciso me esticar. Não me exercitei ainda.

Dani sugere um café la fora. É, pode ser bom. Mas eu podia ir pro Parque da Ponte também. Nunca vou né. Pensei em ir. Dani não animou. Ah, vou sozinha. Mas ai que preguiça.

Aproveitando uma fração de ânimo, com a roupa de malhar que já não tinha rolado, calcei o tênis e desci. Vou correr no parque então. Aaah parque! Finalmente.

Com os fones e uma música nada estimulante, caminhei em direção a ele. Dia bonito. Convidativo. Tardes de outono, né?

A chegada no parque é uma recepção adorável. As árvores começam a pintar um outono que demora a aparecer. Um coreto no meio, duas senhoras jogando conversa fora. Dois amigos passam correndo e me lembram do que eu fui fazer. Ah sim, correr.

Mas eu entrei no parque, e fui envolvida pela luz, pelo único barulho de uma cascata de água no meio do lago. Um banquinho debaixo de uma árvore me chamou. E eu fui. E deitei. Desliguei a música e lá eu fiquei como fazia tempo que não ficava. Deitada. Ouvindo o silêncio que me cercava. Observando o movimento das folhas enquanto o vento batia. Sim, eu me senti dentro de uma poesia.

Ali parada, celular no silencioso, deixado de lado, eu pude observar. E escutar. E respirar. Pensar, sorrir, curtir um dia meio sem nada, travado.

Eu não acredito muito quando as pessoas falam sobre o poder de desconectar. Porque eu não consigo. Mesmo.

Mas hoje eu fui lá e fiz. E saiu esse texto inteirinho aqui.

E uma corrida de 15 min também.

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